Associadas da AEI participam da reconstrução do novo Museu da Imagem e do Som, após anos de desafios estruturais
- 27 de mai.
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Empresas e profissionais ligados à engenharia de impermeabilização atuaram em etapas estratégicas da obra do Museu da Imagem e do Som, em Copacabana, contribuindo para a preservação e recuperação da estrutura durante o longo período de execução

Após quase duas décadas entre projeto, paralisações e retomadas, o novo prédio do Museu da Imagem e do Som começou a abrir suas portas ao público em Copacabana, na Zona Sul do Rio, no mês de maio.
Com nove pavimentos, 12 espaços expositivos e previsão de abrigar cerca de 1 milhão de peças e instalações interativas, o novo MIS representa um investimento total de aproximadamente R$ 345 milhões, resultado de uma parceria entre o Governo do Estado do Rio de Janeiro e a Fundação Roberto Marinho.
As obras tiveram início em 2011 e atravessaram diferentes fases, incluindo períodos de paralisação motivados pela crise fiscal do estado e pela interrupção de contratos.
Além da relevância arquitetônica e cultural do empreendimento, a reconstrução do espaço também evidenciou a importância de soluções técnicas especializadas em impermeabilização, área em que empresas e profissionais ligados à Associação de Engenharia de Impermeabilização tiveram atuação de destaque ao longo do processo.
Atuação técnica em todas as etapas do empreendimento

A Cetimper Consultoria, empresa associada da AEI, foi responsável pelo projeto de impermeabilização de todo o museu, abrangendo desde o subsolo até a cobertura da edificação.
O engenheiro Roberto Saldanha, também associado da AEI, participou da obra por meio da Engenering, atuando especialmente na etapa do subsolo, uma das áreas mais sensíveis em projetos de impermeabilização de grande porte.
Intervenções técnicas garantiram preservação da estrutura
Durante o período em que as obras permaneceram paralisadas, novos desafios técnicos surgiram em função da exposição prolongada da estrutura à ação do tempo. Nessa fase, a Cetimper foi chamada para prestar consultoria à Fundação Roberto Marinho, enquanto a Primer Engenharia de Impermeabilização executou os reparos necessários para recuperação e proteção das áreas afetadas.
Segundo Thaís Miranda, a experiência reforça a importância da impermeabilização preventiva e da manutenção técnica contínua em obras de longa duração.
“Obra parada se deteriora. Quando uma construção fica exposta por muito tempo sem a continuidade prevista, surgem manifestações patológicas importantes, principalmente relacionadas à infiltração e ao desgaste dos materiais. A impermeabilização é essencial não apenas para proteger a estrutura, mas também para preservar o investimento realizado e garantir a durabilidade da edificação”, destaca.
Thaís também ressalta que projetos culturais e equipamentos públicos de grande complexidade exigem planejamento técnico integrado desde as etapas iniciais.
“A impermeabilização precisa ser vista como parte estratégica da obra, especialmente em um prédio com características tão específicas, próximo ao mar e sujeito à ação intensa da umidade e da maresia. Participar de um projeto dessa relevância para o Rio de Janeiro é motivo de orgulho para todos os profissionais envolvidos.”
Um novo polo cultural para o Rio de Janeiro
Em entrevista durante à reabertura do local, a cocuradora e gerente de patrimônio da Fundação Roberto Marinho, Larissa Graça, também destacou as complexidades enfrentadas ao longo da construção do novo museu.
“Foram muitos desafios de obra. A gente trouxe essas curiosidades para a expsição para que as pessoas entendam o processo de pensar e construir esse prédio. Em breve, vamos implantar uma exposição de longa duração”, afirmou.
Na opinião de Renato Giro, presidente da AEI e diretor da Primer Engenharia de Impermeabilização, a participação das empresas associadas da entidade em uma obra desta dimensão serve não apenas para reforçar a relevância da engenharia de impermeabilização, mas também mostra a qualidade dos serviços prestados pelos associados: “Isso reflete na segurança e longevidade das edificações brasileiras, especialmente em empreendimentos públicos de grande valor histórico, cultural e arquitetônico”.
Serviço:
Museu da Imagem e do Som
Endereço: Avenida Atlântica, 3432 Copacabana










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